{"identifier":"bruno-borchartt-p68cca6b806d51915e011acbb","serviceModel":["Presencial"],"nophoto":false,"address":{"zipcode":"80010130","cityIdentifier":"curitiba","number":"140","stateRef":"PR","street":"Avenida Marechal Floriano Peixoto","cityRef":"Curitiba","coordinates":[{"lng":-49.269371,"lat":-25.4231968}],"complement":"","quarter":"Centro"},"docNumber":"CRP 08/30674","phones":["41995382414"],"services":{"service":[{"price":"150","name":"Consulta Psicologia","description":"Entrevista inicial para conversar sobre a possibilidade de acompanhamento semanal "},{"price":"150","name":"Consulta Psicologia","description":null},{"price":"150","name":"Primeira consulta psicologia","description":null},{"price":"0","name":"Primeira consulta psicologia","description":null},{"price":null,"name":"Retorno de consulta psicologia","description":null}],"totalServices":20},"specialists":[],"ownerId":"68cca36d06d51915e0043502","type":"person","primarySpecialty":{"identifier":"psicologo","name":"Psicólogo"},"emails":[],"insuranceProviders":[],"specialties":["Psicólogo","Psicanalista"],"reviews":{"average":5,"total":10,"reviews":[{"date":"2024-03-08T18:36:39Z","star":5,"name":"João","responses":null,"comment":"O Bruno é um profissional extremamente dedicado, busca entender a situação e sempre busca ajudar.","_id":"68cca72a06d51915e012df92"},{"date":"2024-02-29T17:26:09Z","star":5,"name":"José dos Santos Neto","responses":null,"comment":"As consultas tem me ajudado a compreender aspectos dos meus relacionamentos familiares, profissionais e amorosos de forma que eu passei a tomar melhores decisões em minha vida","_id":"68cca72a06d51915e012df97"},{"date":"2024-02-28T21:59:50Z","star":5,"name":"Thiago da Silva Cordeiro","responses":null,"comment":"Minha primeira vez na terapia. Me senti muito confortável, uma sala aconchegando e um ambiente muito acolhedor. Escolhi o Bruno e sinto que foi perfeita a escolha. Estou dando continuidade a terapia por sentir os efeitos quase que imediato. ","_id":"68cca72a06d51915e012df9c"}],"stars":[10,0,0,0,0]},"paymentMethods":["Transferência Bancária","Dinheiro","PIX"],"name":"Bruno Borchartt","publicProfile":["Minha Abordagem\nPsicólogo formado pela UFPR, especializado em saúde do adulto e do idoso pelo CHC-UFPR, com experiência docente, incluindo a introdução ao pensamento de Jacques Lacan na Uninter. Atuo na psicanálise e linhas humanistas desde 2020, com foco em escuta atenta e acolhimento.\nÁreas de Atuação\nExperiência em ansiedade, depressão, problemas sexuais, e clínica da diversidade. Ofereço atendimento flexível por teleatendimento ou em meu consultório no Centro Cívico de Curitiba.\nPrimeira Consulta\nA primeira consulta é um convite para nos conhecermos e discutirmos a possibilidade de um acompanhamento semanal. Na clínica de psicanálise, busca-se o desconhecido, proporcionando uma oportunidade de escuta que visa uma transformação.\nAlgumas Palavras sobre o campo do trauma:\nHá uns anos atrás, mal havia começado a trabalhar em um hospital, e as notícias de um vírus novo do qual não havia anticorpos ou proteção farmacológica para nos proteger começaram a se disseminar. Era um constante contraste, já que no hospital era um clima de guerra, ninguém poderia se tocar, deveríamos ficar a pelo menos 1 metro de distância, utilizar máscaras e evitar a todo custo o contato, além de obedecer rigorosamente um ritual de lavagem de mãos ao entrar e sair dos quartos de internação, e do outro lado a vida fora do hospital negava veementemente a existência desse risco, tanto que demorou meses até que se aceitasse o simples fato da necessidade de utilização de máscara por toda a população. Haviam posições mais predominantes em grupos, porém não necessariamente absolutas, mesmo dentro do hospital haviam pessoas que não acreditam sequer se vacinar e haviam pessoas fora que seguiam os ritos com maior rigor do que os próprios epidemiologistas, fato é que diante de algo que anunciava um trauma coletivo as posições diante deste eram diversas, mas agrupáveis, tentávamos dar conta do trauma unidos. O trauma é primeiramente um conceito metafórico, uma imagem, retirada da medicina no qual os tecidos podem sofrer uma lesão e se rompem de forma mais ou menos gravosa, uma pessoa que é atropelada, por exemplo, pode sofrer um politraumatismo, ou seja, lesão em múltiplos tecidos. Quando falamos em trauma psíquico, não há necessariamente lesão física, é uma lesão no campo do sentido, uma ruptura do discurso que cinde entre um antes e um depois de maneira que o antes é irrecuperável. Digamos, um indivíduo vai ao médico e lá recebe a notícia de que tem um câncer, há um trauma envolvido, mas este é da ordem das palavras. Trauma é o nome daquilo que tratamos em psicanálise, além desta definição a qual me referi, outra possibilidade de definição é dizer que o trauma é aquilo que nunca passa e nesse sentido a sua presença se dá tanto no presente quanto no passado e no futuro. O presente é onde o localizamos no cotidiano, a repetição é sua sina e por isso conversamos das banalidades de onde ressurge como um fantasma. Do passado o inventamos como um mito para criar uma origem inteligível para articular o presente e no futuro são as formas, de desejar o seu desenlace, as quais nos ancoramos e continuamos a tecer uma via de possibilidade que nos puxe adiante. Ainda para rodear o assunto, enquanto escrevo ahá uma possibilidade de que a evolução tecnológica esteja colocando em cheque a possibilidade de que saibamos a diferença entre uma imagem capturada da realidade e uma produzida por uma inteligência artificial, tanto o quadro estático quanto o vídeo, de tal maneira que a única forma de diferenciar o verdadeiro do falso é o retorno a via dos sentido imediatos, garantia não muito sólida inclusive. Essa é uma situação semelhante ao Coronavírus, nessa altura, todos já devem ter visto vídeos demonstrando a revolução das tecnologias apresentadas, porém, confesso, enquanto ser que vivencia a experiência e não enquanto sujeito impessoal que escreve o texto, que sinto um sentimento de que não é real. É precisamente essa é a instância do trauma, um ser vivente, o trauma é um conceito psicológico e por isso para falar dele é impossível não remeter a uma experiência corporificada. O discurso psicanalítico, que é centrado na experiência do trauma e feito a partir da experiência corporificada, por isso difícil de se definir enquanto ciência, enxerga a sexualidade como esse grande trauma que separa a vida infantil da vida adulta, não que a criança não tenha sexualidade, é que o sexo adulto instaura uma ruptura em relação a sexualidade infantil. O discurso passa por uma ruptura da qual nunca se recupera, é mais ou menos quando em algum momento da pandemia quando falávamos em novo normal, teríamos que conviver o resto da vida em isolamento, utilização de máscaras e reinventar as formas de socialização sem mais nos reunirmos em casas de festas, cinemas etc. Era algo tão insuportável que preferimos não acreditar ou se acreditávamos era destituindo o significado daquele evento, como nas lives do Atila Iamarino que semanalmente gravava vídeos dizendo que iríamos todos morrer como quem dá bom dia em um dia ensolarado. Essa são formas de negar o trauma, a foraclusão, o trauma nunca existiu, a denegação, ver o trauma e retirar dele seu significado e há uma outra que é um exercício constante de retirá-lo da ordem da consciência… semelhante a quando se tem uma dor e há um esforço constante de pensar em outra coisa. Pois bem, para a psicanálise o trauma, ainda que existam outros ao longo da vida, se dá pela via da sexualidade, quando o corpo da criança sofre uma maturação e as gônadas estão prontas, a cultura que molda o Homem já não tem um objeto para entregar, a linguagem perverte o ser falante tornando o objeto para sempre perdido. A descoberta freudiana caminhou no sentido de escutar um conteúdo sexual por de trás dos sintomas, porém percebeu que na restituição do significado não havia uma melhora clínica, pelo contrário, piorava-se. A verdadeira descoberta ocorreu quando se percebeu que o sintoma tentava tapar um buraco, justamente o trauma, quanto mais se retira o sintoma mais dor se sente, já que a verdade revelada era de que a sexualidade era um grande engodo na qual a satisfação sempre incompleta, o objeto sempre parcial, e a imagem de identificação sempre insatisfeita eram esses sim sintomas do próprio trauma, que deveria ser restituído enquanto trauma para que novas possibilidades de destino fossem recolocadas na ordem da consciência."],"contextSpecialty":null,"id":"68cca6b806d51915e011acbb","categories":[{"identifier":"psicologo","name":"Psicólogo"},{"identifier":"psicanalista","name":"Psicanalista"}]}